sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Stand up. Levante-se e diga o que voce pensa.: Gatil, Uma solução descente

Stand up. Levante-se e diga o que voce pensa.: Gatil, Uma solução descente

Gatil, Uma solução descente

                   

Gatos sempre foram presença natural em minha vida!
Minha mãezinha, dizia que aprendi a engatinhar e andar, pra perseguir o gato da casa; aliás gata, a 'Xaninha', naquele tempo ainda não colocavam nomes nos gatos, e da mesma  forma como os chamavam repetindo "Xanim, Xanim, Xanim'', era designada! rs! Bem, esta Xaninha, morreu de velha, nunca soube exatamente quando, jamais  soube!Xaninha era parecida com esta cuja foto tirei da  internet, visto que naquele tempo, foto era coisa impensável para os animais domésticos; já que para fazer documentos  meus pais planejavam uma via sacra de todos os filhos até um fotógrafo da cidade e era uma verdadeira aventura para nós, cujos resultados eram fotos  3X4 preto e branco e horríveis. Meu tio que ia de  São Paulo para o Triangulo e lavava sua máquina, batia as fotos e voltava pra sua casa levando anos para revelar e retornar com as fotos. Tenho apenas um única foto da minha adolescência, e uma quando bebê,que era umas fotos feitas em casa com a criança sentada numa cadeira rústica. Minha mãe conseguiu fazer esta foto dos  filhos mais velhos. Os mais novos já nasceram numa situação diferente! 
Voltemos aos gatinhos!
Bem, depois que a 'Xaninha' morreu, quando eu cursava o ginásio, minha mãe nos permitiu ter uma outra, que chegou e foi ficando, por conta do alimento que lhe dávamos; essa virou a 'xaninha' dois. Ficou para trás, quando nos mudamos para o estado de São Paulo. A ideia de trazer a bichinha de Trem ou Ônibus nem passou pela cabeça de meu pai, e a coitada foi deixada para trás. Chorei, fiquei muitas noites imaginando como ela estaria sentindo e se virando, mas não teve outro jeito, a não ser fazer de conta que havia esquecido.Mas só que não! Por isso, pego emprestado esta imagem para  prestar uma homenagem as duas 'Xaninhas' da minha meninice!

Imagem tirada da internet
Depois que nos mudamos, tivemos alguns felinos em casa, mas por conta da decepção sofrida, não me liguei muito aos bichanos, e também a vida me pedia atenções outras nessa idade. Já adulta, casada e com filhos, não resisti a resgatamos uma gatinha filhotinha abandonada em nossa rua. Era uma criaturinha muito especial, esperta que nos conquistou de vez. O primeiro foi meu marido, que se tomou de  paixão pela bichinha e ela por ele. Demos lhe o nome de  princesa, porque além de ser completamente  alva, tinha um porte quase de rainha. mudamos para  outra cidade e ela foi conosco. Ali, deu cria e seus filhos  era lindos, chamando a atenção dos vizinhos que disputaram quase aos tapas. No fim, a princesa desapareceu.

 Tenho quase certeza de que alguém a roubou, pois era muito mansinha; ficamos com uma filhote, a Mel que morreu bem velhina depois de  garantir a sua linhagem. 
 
Mel
Nos mudamos de um para outro lado e os gatinhos sempre presentes em nossa casa. São mais de trinta anos de uma linhagem felina em nossa casa! Muitas histórias gostosas e outras  tantas tristes, mas o nosso amor  e respeito pelos animais só fizeram cresce ao longo desses anos.

Por hoje foi que teve! 

Até a próxima e gratidão pela sua visita e paciència!



Surpreendente Juventude do Hoje


           




 Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino.

O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. 

Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.
E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.

Leiam, e se emocionem assim como eu, o que escreveu essa jovem.

É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

Eis o que a garota escreveu:

“Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!

E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... 

Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heroico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.

Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. 

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. 

Pensei...
Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?
Pensei mais....
Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.

👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
Vale a pena ler e compartilhar.                      
[05:08, 24/2/2017]
                  

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Se plantamos, colhemos!



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Terra abençoada!


A corrupção lhe incomoda? Até onde?


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                        De onde vem a corrupção?    Tá reclamando do Lula? do Serra?
Do Fernando Henrique?
Do Aécio ?
Do Cunha ?
Da Dilma?
Do Arruda?
Do Sarney?
Do Collor?
Do Renan?
Do Palocci?
Do Delubio?
Da Roseanne Sarney?
Dos politicos distritais de Brasilia?
Do Jucá?
Do Kassab?
Dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro Reclama de Quê?Resultado de imagem para de onde vem a corrupção no brasil

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas  nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos    sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz  " gato "  de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço   pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Frequenta os caça-niqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... Como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... Só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior!
Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa ideia!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores, (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
Se você tem um pouco de consciência, repasse essa reflexão para outras pensarem.
Que tal você pensar nisso também?

(Autor desconhecido)


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Senadora Gleisia pede para que Lula ex- presidente não desista do Brasil




 






O que dizer a você, presidente, depois desses dias de imensa consternação, depois de tantas palavras que já foram ditas a respeito da sua dor perante a perda de uma mulher como dona Marisa? O que nos resta falar sobre o significado desse momento para você, para sua família e também para o nosso país?
Talvez o melhor que podemos fazer nessa hora é guardar nas nossas mentes a sua imagem e a sua voz durante a comovente cerimônia de despedida de dona Marisa, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.
Ali, Lula, você lembrou um pouco da sua grandiosa história política, compartilhou o orgulho que sentia pelo imenso caráter e dignidade da companheira de muitas lutas e, acima de tudo, deixou claro que não se abaterá perante os que querem destruí-lo.
Como vimos em episódios recentes, é impossível não considerar a política na morte de dona Marisa, sobretudo depois das repugnantes manifestações de ódio e intolerância por parte daqueles que representam o que há de pior no ser humano.
Dona Marisa nos deixou num momento muito difícil para o Brasil. Enquanto viveu em sua companhia, Lula, ela sempre foi exemplo de força e coragem. Mesmo diante das adversidades e da covarde e implacável perseguição sofridas, se manteve firme, serena e nunca desistiu de lutar por um país mais justo e fraterno.
Ninguém melhor que você sabe o quanto foi difícil conviver diariamente com os abusos de parte de autoridades, incansáveis em sua infrutífera caçada por provas inexistentes, por algo que fosse além da simplória convicção. Viu de perto também como foi difícil e cruel para uma esposa e mãe enfrentar o medo diário de, a qualquer hora, ver o companheiro e até mesmo os filhos presos.
Por isso, Lula, não podemos esquecer de suas palavras. Você disse que dona Marisa morreu triste por causa da grande canalhice de que foi vítima. Disse também que quer viver para testemunhar o pedido de desculpas dos facínoras que levantaram leviandades contra sua mulher. E o mais importante de tudo: deixou claro que vai continuar brigando muito para defender a honra daquela que foi sua companheira por mais de 40 anos. E a sua honra também.
Ah, como foi bom ouvir isso, presidente! Nós precisamos muito que você continue lutando. Precisamos de sua força para lutar ainda mais contra os que querem destruir não só o PT, mas todo o legado de conquistas sociais que seu governo e o de Dilma deixaram para o povo brasileiro.
Como você bem sabe, aqueles que foram rejeitados quatro vezes nas urnas estão se preparando para o golpe final, ou seja, se armando para implantar no país, sem qualquer legitimidade, aquilo que não conseguiram pela via democrática.
Precisamos de sua forte liderança porque não podemos aceitar o fim do direito à aposentadoria, o corte brutal nos valores dos benefícios concedidos aos extremamente pobres e a imposição de sacrifícios ainda maiores às mulheres que exercem dupla jornada de trabalho.
Da mesma forma, Lula, só com a mobilização popular seremos capazes de barrar as questionáveis mudanças nas leis trabalhistas, a entrega do nosso petróleo aos estrangeiros e, se não bastasse, a criminosa doação do patrimônio público a empresas de telecomunicações.
Como é fácil perceber, ainda precisamos muito de seu carisma, de sua história e de sua disposição para a briga. Muitas pessoas se comoveram com o seu drama. Foi uma lição de vida. Mas, querido presidente, pode ter certeza de uma coisa: o seu choro também simbolizou um profundo gesto de esperança. Precisamos de você!
Gleisi Hoffmann é senadora pelo Partido dos Trabalhadores do Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Brasileiro e a Vidraça vista de fora


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Em 10 de fevereiro de 2015 · 
Por:Pablo Villaça
O brasileiro no exterior é um ser em constante estado de admiração pelo prosaico. Um engarrafamento ganha o charme de ocorrer em pistas de direções opostas às nossas; o frio que enrijece as mãos é europeu, não vindo do vento das montanhas mineiras; a grosseria do atendente é divertida por ser em francês.
Apreciamos a pontualidade dos trens britânicos e invejamos sua organização – e nos esquecemos de que não possuem nosso calor humano ou algo como a Baía de Guanabara, o encontro do Rio Negro e do Solimões ou o pôr-do-sol visto do Mercado Modelo. Babamos diante de seus ídolos pop e esquecemos de nossos Hermetos, de nossas Cássias e de nossos Emicidas. (Mas não nos culpemos: até Seu Jorge se esqueceu de nossos Seus Jorges.)
Não se trata, claro, de ser ufanista ou de fechar os olhos para nossos desalinhos, mas apenas de reconhecer o óbvio: todos os países possuem seus charmes e seus problemas.



 Aplaudir a virtude alheia e vaiar os tropeços domésticos é um hábito de colonizado, não de sofisticação. O verdadeiro “cidadão do mundo” é aquele que, por muito viajar, percebe que somos todos os mesmos.
Em quinze dias fora do Brasil, por exemplo, fiquei preso no avião em Gotemburgo quando alguém se esqueceu de solicitar os ônibus que deveriam buscar os passageiros na pista; vi metade da frota de ônibus parada em greve em Londres; fui destratado gratuitamente por diversos funcionários de marcos turísticos franceses e vi pedintes mendigando sob o frio nos três países. Li manchetes sobre um escândalo de nove milhões de libras (36 milhões de reais) envolvendo o prefeito londrino, escutei guias turísticos apontando obras que deveriam ter ficado prontas paras as Olimpíadas de 2012 e que permanecem inacabadas e ouvi relatos de corrupção em toda a Europa.
E, a cada experiência destas, podia imaginar inúmeros “só no Brasil” ditos com um tom de autodesprezo por quem mal pisou além de nossas fronteiras.
Pois o fato é que não há um “só no Brasil” – para o bem ou para o mal. Há apenas humanos tentando fazer seu melhor e cometendo atrocidades indizíveis movidas por ganância e fome de poder em todos os cantos do planeta.


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Ou melhor: há, sim, um “só no Brasil”. É só aqui que você e eu vivemos e construímos nossas trajetórias.
Então, o mais inteligente a fazer é aprender a perceber que somos lindos e feios como todo o resto. Mas também aprender a amar o fato de sermos brasileiros. Com tudo o que isso significa.
O que nos falta é enxergar que nosso prosaico também pode ser belo.


Em 10 de fevereiro de 2015 ·

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Marisa Letícia Lula da Silva, Legítima Bela Recatada e do Lar, sem dúvida!




Por Bia Lula, em seu Facebook

Quem conheceu Marisa sabe que ela era "osso duro de roer". Não se deixava abater tão fácil por nada, era mulher de fibra, forte como poucas que conheço.
Marisa foi uma mulher que admiro, e bato palmas.
Marisa foi a base para que meu Avô, o grande Luiz Inácio, pudesse chegar aonde chegou. Vocês podem ter certeza, sem ela, o caminho seria MUITO mais difícil do que foi e muito mais doloroso.
Marisa ficou ao lado do meu avô em TODOS os momentos. Aguentou prisão, aguentou perseguição, aguentou a vida sindical, aguentou câncer, aguentou presidência da república (não deve ser fácil ser mulher do Presidente da República, né?!), aguentou mais perseguição, aguentou gente invadindo sua casa e carregando tudo o que via pela frente, aguentou xingamentos, aguentou muita coisa, e olha.. Apesar de tudo isso, ela não se deixava abater, não se permitia deixar abater. Talvez fosse para dar suporte ao meu avô, talvez fosse para não perder a banca de durona.. Não sei.. Só sei que Marisa era dura na queda.
Lembro de um dia, com toda a confusão de perseguição política que estamos vivendo, encontramos com meu Avô e minha mãe pergunta: "Pai, como ta a Marisa? Achei ela tão abatida." Ele riu e falou algo do tipo: "Se eu falar que você falou isso dela, ela vai querer te mandar para aquele lugar e vai dizer que está ótima!"
Marisa não era minha Avó. Mas Marisa foi a mulher que meu avô escolheu para viver e ser sua companheira para o resto da vida. Com toda a certeza, foi uma das melhores escolhas do meu avô, mais companheira que ela eu desconheço.
Marisa, era uma militante ímpar, costurou a primeira bandeira do PT, fez sua casa sede do partido, e foi assim que tudo começou para nós militantes. Sem a compreensão de Marisa, sem sua postura, sem seu companheirismo a luta seria muito mais dura, mais difícil.
Neste momento de dor e luto para todos nós da família, só tenho a agradecer por tudo, que Marisa fez pela minha família, pelo meu avô. Agradecer por tudo que ela fez pelo meu partido. E por tudo que ela representou para o país.
Marisa parte desse mundo, com a certeza, de que sem ela, muita coisa seria impossível. Que o universo, Os Deuses, te recebam de braços abertos, e que nos deem força para seguir em frente e dar suporte para Luiz Inácio.
Analua vai chegar e não vai conhecer a grande companheira que seu bisavô teve. Mas vou contar sobre você, sobre tudo o que você representou.
Vá em paz, grande Mulher!
Marisa Letícia, PRESENTE! (Hoje e sempre)
#ForçaLula

domingo, 29 de janeiro de 2017

Viva D Marisa!



Hildegard faz chorar. Viva D Marisa!

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Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/brasil/hildegard-faz-chorar-viva-d-marisa
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Hildegard faz chorar. Viva D Marisa!

Como se sabe, D Marisa já está na conta do Moro
publicado 28/01/2017
O Conversa Afiada reproduz uma das mais lindas páginas dessa blogosfera poluída.
O texto da insuperável Hildegard Angel sobre D. Marisa, escrito em 2011, quando D Marisa não era mais a Primeira Dama da República, mas de um apartamento em São Bernardo.
(O ansioso blogueiro, que não dispõe dos talentos da Hildegard tinha, antes, dito que a D Marisa já foi para a conta do Dr Moro.)
Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas
Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de “a Cara” por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À “companheira” número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.
Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a “mudez”, a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que “eles” queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade. Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e as brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto. Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar “emergentes” metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo “arrodeado” de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.
Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada. No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita. Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor!
Cobraram de Marisa Letícia um “trabalho social nacional”, um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social. Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.
Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos. Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.

MARISA LETÍCIA (por Frei Betto (*))


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MARISA LETÍCIA (por Frei Betto (*))

Se há uma mulher que não pode ser considerada mero adereço do marido é Marisa Letícia Lula da Silva. Conta a fábula que, tendo sido coroado, o rei nomeou para o palácio um lenhador que, na infância, fora seu companheiro de passeios pelo bosque. Surpreso, o pobre homem escusou-se frente à tão inesperada deferência, alegando que mal sabia ler e não possuía nenhuma ciência que justificasse sua presença entre os conselheiros do reino. “Quero-o junto a mim – disse o rei – porque preciso de alguém que me diga a verdade”. 
Marisa não tem a vocação política de Lula, mas sua aguçada sensibilidade funciona como um radar que lhe permite captar o âmago das pessoas e discernir as variáveis de cada situação. Por isso, é capaz de dizer a Lula verdades que o ajudam a não se afastar de sua origem popular nem ceder ao mito que se cria em torno dele. A simplicidade talvez seja o predicado que ela mais admira nas pessoas. 
Nascida em São Bernardo do Campo, numa família de pequenos sitiantes, ela guarda a firmeza de caráter de seus antepassados italianos. Comedida nas palavras, a ponto de preferir não dar entrevistas, não faz rodeios quando se trata de dizer o que pensa, doa a quem doer. Por isso não pode ser incluída entre as tietes do marido. Nos palanques, prefere ficar atrás e não ao lado de Lula. A admiração recíproca que os une não impede que, ao vê-lo retornar de uma maratona de reuniões, às 3 da madrugada, ela o convoque para criticar o desempenho dele numa entrevista na TV ou compartilhar decisões domésticas. Marisa é, com certeza, a única pessoa que, no cara a cara, não corre o risco de se deixar enredar pela lógica política do marido. Defensora intransigente de seu próprio espaço, não chega a ser o tipo de esposa que compete com o parceiro. Sabe que seus papéis são diferentes e complementares. Mas ninguém é aceito na intimidade dos Silva sem passar pelo crivo dela, que sabe distinguir muito bem quem são os amigos do casal e quem são os amigos de Lula. 
Tanto quanto Lula, Marisa conhece as dificuldades da vida. Décima filha de Antônio João Casa e Regina Rocco Casa, cresceu vendo o pai carregar a charrete de verduras e legumes que ele plantava e vendia no mercado. Se o sítio era pequeno, suficiente para assegurar a precária subsistência da família de onze filhos, o coração dos Casa era grande o bastante para acolher os necessitados. Dona Regineta – como era tratada sua mãe – ficou conhecida como benzedora em São Bernardo do Campo pois, na falta de médicos e de recursos, muitas pessoas a procuravam, especialmente quem padecia de bronquite. 
A filha estudou até a 7ª série. Ainda criança, viu-se obrigada a conciliar a escola com o trabalho, empregando-se como babá na casa de um sobrinho de Portinari. Aos 13 anos de idade, tornou-se operária na fábrica de chocolates Dulcora. Do setor de embalagem Marisa foi promovida a coordenadora de seção antes de, aos 20 anos, trocar a Dulcora por um cargo na área de educação da prefeitura de São Bernardo do Campo, onde trabalhou enquanto solteira. 
Em 1970, ela se casou com Marcos Cláudio dos Santos, motorista de caminhão. Seis meses depois, ele morreu assassinado, quando dirigia o táxi do pai, deixando Marisa grávida do filho Marcos, que Lula considera seu primogênito. Em 1973, ao recorrer ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo para obter um pecúlio deixado pelo marido, Marisa conheceu Lula. De fato, foi paquerada dentro de um verdadeiro cerco estratégico montado pelo presidente do sindicato, que ouvira falar de uma “lourinha muito bonita” que andava por ali. Lula tentou convencê-la de que também era viúvo, sem que a moça acreditasse, até ver o documento que ele, de propósito, deixara cair no chão. A primeira mulher de Lula, Maria de Lourdes, morrera em 1971, com o filho que trazia no ventre, em consequência de uma hepatite mal curada. Em maio de 1974, Lula e Marisa se casaram. Da união nasceram os irmãos de Marcos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. 
Nos primeiros anos de casada, Marisa não gostava de política. O progressivo comprometimento de Lula com atividades sindicais alterava a rotina da casa. Obrigada a levantar cedo para despachar as crianças para a escola, ela esperava o marido regressar de reuniões que se prolongavam madrugada adentro. No fogão, a comida pronta para ser requentada, já que Lula prefere não comer em restaurantes. 
Depois de deitar os filhos, ela acompanhava as telenovelas sem entusiasmo. E, com razão, se queixava da difícil tarefa de atender a mais de cem telefonemas por dia, muitas vezes sem conseguir convencer os interlocutores de que ela não controla a agenda do marido, não sabe se ele poderá ou não participar de um evento em Porto Alegre ou no Recife e, muito menos, o que ele pensa do último pronunciamento do ministro da Fazenda. 
Em abril de 1980, ela passou pela prova de fogo, quando Lula esteve preso no DEOPS de São Paulo, devido à greve de 41 dias. Preocupada com a segurança dele, sempre fez questão de abrir a porta quando estranhos batiam, evitando expor o marido. No mesmo ano, fez o curso de Introdução à Política Brasileira, promovido pela Pastoral Operária de São Bernardo do Campo. Filiada ao Partido dos Trabalhadores, abriu sua casa para as reuniões do núcleo petista que se organizara no bairro Assunção, onde moravam. O engajamento da mulher levou Lula a participar mais diretamente das tarefas domésticas. Mas é ela quem cuida das finanças da casa. 
Dela depende também a logística pessoal de Lula, cujas roupas é ela quem compra geralmente. Como ele costuma andar de bolsos vazios, sequer trazendo consigo a carteira de identidade, da bolsa de Marisa surgem o talão de cheques e a caneta com a qual Lula dá autógrafos. Durante as campanhas presidenciais, Marisa sempre levava, nas viagens, uma coleção de camisas para que, após cada comício, ele pudesse trocá-las. 
Embora Marisa prefira, em política, o papel de assessora mais íntima do marido e não goste de fazer discursos e nem mesmo ser o centro das atenções, ela não dispensa a oportunidade de participar de conversas políticas. Seja qual for o interlocutor, Lula jamais pede a Marisa que se retire, exceto para buscar um café. No fogão, ela prefere o trivial: arroz, feijão, bife e salada de alface com tomate, embora o seu prato predileto seja camarões e um bom copo de vinho. O cardápio especial fica por conta do marido que, de italiano, só tem o apetite: espaguete a carbonara. Para quem chega, há sempre uma xícara de café. Sair sem aceitá-la é considerado quase uma ofensa. E ela se compraz em ler toda a correspondência que o marido recebe nos comícios, bem como em distribuir estrelinhas do Partido às crianças. 
Devota do Sagrado Coração de Jesus, cuja folhinha jamais dispensa, essa ex-Filha de Maria tem, como Lula, a impressão de que Deus comanda os seus passos. Mas, por curiosidade, gosta de ler seu horóscopo nos jornais. 
Habilidosa na arte do silk-screen, Marisa fez a primeira bandeira do PT, num tecido vermelho trazido da Itália. Em 1981, montou em casa uma pequena oficina para estampar camisetas com símbolos do Partido, inclusive criações de Henfil. Para a campanha de Lula a deputado federal, em 1986, ela chegou a estampar cerca de vinte mil camisetas, vendidas para angariar fundos. Ciosa de sua privacidade familiar vira uma fera quando a imprensa tenta entrar pela porta de sua casa ou incluir seus filhos no noticiário. Em tais situações, só o cuidado das plantas é capaz de acalmá-la. 
Desprovida de vaidade, Marisa se veste pelo figurino do bom gosto, evitando a sofisticação. Compra a roupa que lhe agrada, sem conferir a etiqueta. Ela sempre foi sua própria manicure e pedicure. Avessa a protocolos, gosta mesmo é de ficar entre amigos, cercada de muita planta e água, em qualquer lugar em que os filhos possam se divertir, livres das normas de segurança. Um bom jogo de buraco, o papo solto, o marido de bermudas ao seu lado e o telefone desligado – é o que basta para deixá-la em paz. 

* Frei Betto é escritor, autor do romance policial “Hotel Brasil” (Rocco), entre outros livros.